A era da espiritualidade através do modelo do átomo | minha metáfora de re-evolução

A era do átomo da revolução da minha vida que nada tem a ver com a física quântica. Tem mais a ver com a minha nerdice e grande paixão pela química, do que outrem. (outrem é do goianês outro trem).

Hoje me estalou essa metáfora para eu explicar para mim mesma a re-evolução da espiritualidade na minha vida através da própria história do átomo.

História do átomo brevemente contada

As primeiras pessoas que imaginaram a menor partícula que pudesse existir, foram os gregos Leucipo e Demócrito. Eles acreditavam que ele seria a menor partícula a existir, tanto é que deram o nome de átomo (a + tomo = não + partes).

No século XIX, Dalton reformulou essa hipótese dizendo que o átomo seria como uma esfera de bilhar. Em que essa esfera seria indivisível, minúscula, maciça e esférica.

No final desse mesmo século, Thomson firmou uma teoria de o átomo seria um pudim de passas. Em que o pudim seria uma esfera de carga positiva e ele seria encrustado de elétrons, as passas. 

No início do século XX, Rutherford desmistificou o átomo dizendo que ele seria formado por um núcleo e a eletrosfera. Sendo o núcleo denso e cheio de cargas positivas e, a eletrosfera, uma grande região vazia em que os elétrons ficassem girando em torno do núcleo positivo.

E, para finalizar essa evolução, a teoria de Rutherford Bohr aprimorou a teoria anterior, dizendo que os elétrons se movem em movimentos circulares e em níveis de energia.

A minha re-evolução brevemente contada

Quando eu era criança, eu imaginava que o mundo era mágico, que fadas madrinhas existiam. Eu sempre achei que eu tinha super poderes e que eu podia mudar o mundo. Eu queria que o mundo fosse sempre alegre e divertido.

Desde pequena, eu sabia muito bem o que eu ia ser nesse mundo: alegria. E eu me sentia conectada com tudo, como se eu fosse parte de tudo.

Assim como Dalton, eu acreditava que tudo era um, tudo era maciço e não havia qualquer forma de divisão.

Até que eu comecei a crescer e comecei a ficar cheia dos roteiros invisíveis do mundo. Eu chamo de roteiros invisíveis tudo aquilo que você escuta e toma como verdade na sua vida, sem ao menos questionar “a verdade” da história.

A partir do momento que eu comecei a escutar as verdades ou regras invisíveis de quem eu deveria ser, é como se eu começasse a me distanciar daquilo que parecia sempre comigo. Era como se existisse uma parte de mim que só fosse divina, quando eu fosse na igreja. E o que o restante era o mundo dos homens. 

Era literalmente como Thomson colocava, como uma parte de mim, ainda não conhecida, meio mistificada, que só pudesse acessar quando fosse na missa e a outra grande parte no mundo dos humanos.

Até que eu me despertei e entrei no mundo de Rutherford. O modelo de Rutherford é o que mais explica como eu me sinto hoje nesse mundo: sou humana, a parte material do modelo e, sou divina ao mesmo tempo, a parte da eletrosfera. Só porque eu não consigo ver a eletrosfera, não significa que ela não existe, só significa que naquele momento eu não consigo vê-la.

Nos outros modelos, ou nos tempos de outrem, eu me sentia um ser humano vivendo no mundo dos humanos em que existe o possível e o impossível, o certo e o errado, o quem você deveria ser ou não irá existir. A partir de Rutherford, eu finalmente entendi que nunca houve o mundo dos humanos, nunca houve qualquer tipo de separação entre a matéria e o Universo.

A matéria e o divino coexistem no mesmo modelo. Não há qualquer tipo de separação ou desconexão. Essa foi a parte que eu mais tinha me esquecido da minha vida. Eu achava que estava sozinha, abandonada e julgada aqui nesse planeta. E eu estava completamente errada, um grande engano…

Não existe e nunca existiu qualquer tipo de desconexão. Se eu não conseguia ver essa conexão, não significava que ela não existia. Só significava que eu não conseguia ver.

Para sair de Dalton até Bohr, foi um processo estranho e o mais incrível de toda a minha vida. Eu tive consciência de uma vez por todas que nunca houve qualquer tipo de separação. Tudo é parte de tudo e do Todo.

Porque, uma vez que eu tive consciência dessa conexão, eu redescobri o quanto esse Universo é mágico, é incrível e encantado. O que eu posso te dizer é que: esse mundo não é regido pelas leis humanas. Nunca foi.

Esse Universo é divino.

E como você pode ver a divindade do Universo? Entendendo a sua trajetória de Dalton até Bohr. Quando você compreender a sua própria evolução, você verá os milagres acontecendo nessa sua vida.

Porque o modus operandis desse Universo é de milagres.

E se você nunca viu, talvez não seja porque é impossível, mas que você simplesmente nunca viu ou nunca pediu para ver.

A energia do amor

Outra coisa que eu mais entendi nesse mundo é que o amor é além de um sentimento. Ele é o próprio Universo. É a própria energia que faz tudo mover e existir.

É amor. É compaixão. É cuidado. É benevolente.

Todos nós somos a expressão literal do amor. Nós somos o amor, somos literalmente a expressão do amor.

O amor é a consciência da sua alma.

Se você ainda não consegue sentir que a vida te ama, talvez é preciso olhar e mudar os seus pensamentos sobre você mesma primeiro.

Carols Euler
os emails mais divertidos e cheios de alma que você vai receber na vida. É gratis!
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.